Month: December 2017

Cerca de 60 milhões de brasileiros estão inadimplentes

A crise na economia brasileira tem vários tentáculos, ou seja, consequências, dentre elas a inadimplência. Boa parte dos quase 210 milhões de brasileiros estão endividados, com nomes já incluídos nos cadastros de negativação de crédito, atingindo um número expressivo quase beirando 60 milhões de consumidores.

Embora tenha estabilizado um pouco, o desemprego continua alto e a renda recebida conserva-se menor em relação aos anos precedentes à crise.

Comparado ao mesmo período de 2016, em novembro de 2017, mostrou-se que houve elevação de 0,23% no número de inadimplentes. Os brasileiros em meio à crise, não conseguem pagar suas contas. Foram quase 40% de consumidores no país que não conseguiram pagar seus compromissos de crédito. Segundo os economistas, isso é muito ruim para os rumos da economia, pois tanto o mercado perde o cliente, quanto o cliente perde o mercado, o poder de compra. São os denominados, “nomes negativados”. Os percentuais de devedores, incluem pessoas nas diversas faixas etárias, desde jovens até idosos com até 85 anos. Observou-se, entre outros dados, que no setor de prestação de serviços, os inadimplentes têm contas em aberto com serviços como telefonia, tevê por assinatura e fornecimento de internet.

Algumas formas de financiamento específicas estão entre as que mais levam os consumidores aos processos de endividamento, dentre eles: os cartões de loja ( das grandes redes de lojas de departamentos), os empréstimos em financeiras e também os bancários, os cartões de crédito, os cheques especiais e o crediário, são os seis primeiros na lista de endividamento. Estas análises foram efetuadas pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC) e pela Confederação nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL).As pesquisas têm margem de 95% de confiança e foram realizadas nas capitais brasileiras e em muitas cidades do interior.

Mesmo tendo em vista a redução da inflação e da taxa de juros nos últimos trimestres, esse fator ainda não repercutiu no bolso dos potenciais compradores, que continuam cortando despesas e apertando o cinto, mas muitos ainda assim, endividaram-se.

 

Fim do Ciências sem Fronteiras reduziu em 90% o número de intercâmbios

Após o fim do programa criado pelo governo federal que buscava realizar o intercâmbio de estudantes brasileiros para outros países, o número de intercâmbios dos alunos que cursam graduação em universidades públicas do país reduziu. Segundo os dados apontados pelo próprio MEC – Ministério da Educação, desde o mês de julho do ano passado e com a ajuda da crise econômica que marcou o período, as universidades federais e estaduais do país apresentaram uma redução de 99% em relação ao número de estudantes que conseguiram ir para o exterior no ano passado.

Os especialistas afirmam que tanto os alunos quanto o país perdem com essa diminuição de intercâmbio, pois os alunos deixam de adquirir experiências importantes para a sua vida acadêmica, que por sua vez, poderia ser essencial para o desenvolvimento científico no país.

Entre essas instituições que passaram pela avaliação, estão as três instituições estaduais do estado de São Paulo: USP – Universidade de São Paulo, Unesp – Universidade Estadual Paulista, e Unicamp – Universidade Estadual de Campinas. Outras catorze instituições federais fizeram parte da análise, que teve um total de 64 instituições públicas do país. Cada uma das instituições analisadas informou os dados através da Lei de Acesso à Informação.

Segundo os documentos do MEC, um dos piores casos foi registrado na Universidade Federal do ABC, que fica localizada no estado de São Paulo. No ano passado, a instituição enviou apenas três estudantes para o exterior através de bolsas de estudos. Para se ter uma ideia, em 2014, a mesma instituição foi responsável por realizar o intercâmbio de 551 estudantes através do programa Ciências sem Fronteiras. Em uma comparação com os dois períodos, houve uma redução de 99,4% no número de intercâmbio da instituição.

Segundo a Universidade Federal do ABC, após o programa ter sido encerrado pelo governo federal os intercâmbios de alunos da instituição se tornaram um desafio cada vez mais difícil. A falta de verba para enviar os alunos ao exterior tem sido uma barreira para a instituição, que também alegou ter planos para aumentar a quantidade de lugares alcançados para o intercâmbio nos próximos anos.

O estudante de Engenharia de Gestão, João Coelho, da UFABC – Universidade Federal do ABC, disse que lamenta o fim do programa: “Quem viaja traz muita coisa para que possamos aplicar aqui, desenvolver a ciência e a tecnologia no Brasil.”

 

2,5 mil novas vagas de empregos já estão disponíveis pelo Sine

Com a chegada do fim do ano, novas vagas de empregos tendem a ser geradas para completar o quadro de funcionários temporários com o aumento da demanda de serviço. São vagas que podem ser efetivadas ao longo do ano seguinte e que geram expectativas reais na geração de mais emprego no país. Segundo o Sine – Sistema Nacional de Emprego, estão disponíveis em sua plataforma 2.586 vagas de emprego em várias áreas.

A pesquisa produzida pela CNC – Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo, apresenta estimativas de 73,8 mil novas contratações no Comércio até o encerramento de 2017. Em comparação como o mesmo período em 2016, o setor de Comércio atingiu um percentual maior de contratações de 10%, mediante as estimativas.

Esse crescimento é impulsionado pela maior demanda de trabalhadores temporários contratados em vésperas de fim de ano. As estimativas também apontam para a injeção de R$ 34,7 bilhões até o Natal deste ano, equivalentes a um crescimento acentuado de 4,8% em comparação com o mesmo período em 2016.

“Isso mostra que o país está no rumo certo e que o governo federal está tomando as medidas necessárias para colocar novamente o Brasil no rumo do crescimento econômico e da recuperação do emprego”, explica Ronaldo Nogueira, ministro do Trabalho.

Segundo Fabio Bentes, responsável pela Divisão Econômica da CNC, é muito provável que um número muito grande de vagas de emprego sejam efetivadas após essa fase de eventos comemorativos de fim de ano no país, levando em conta a crescente atividade econômica que se apresenta de forma gradual no Brasil.

“Muitas empresas apostam na continuidade da recuperação do consumo e isso traz um cenário mais favorável para as contratações”, afirma Fabio. Os especialistas do CNC estimam que a efetivação de todas as vagas de emprego temporário no final deste ano, deve atingir 30% de efetivação em 2018.

A disponibilização das 2.586 vagas de serviço temporário no Sine são para os setores de: Serviços, com 1.240 vagas disponíveis; Comércio, com 757 vagas; Agropecuária, com 149; e Construção Civil, com 146 vagas.

 

Sudeste contribui menos com o PIB nacional por queda no preço do petróleo

A queda mundial no preço do petróleo, influenciou diretamente o Rio de Janeiro a ser considerado o estado brasileiro que mais sofreu impactos econômicos diante do PIB – Produto Interno Bruto – em 2015. Segundo dados divulgados pelo IBGE – Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, o Rio de Janeiro testemunhou sua economia reduzir 11,6% entre os anos de 2014 e 2015, sendo que toda a capacidade de liderança na contribuição do PIB passou a ser do estado de São Paulo, detentor de 32,4% de participação direta.

Os fatores que levaram a isso segundo o IBGE, foram a dependência na geração de receita que o estado do Rio de Janeiro acabou criando com o passar dos anos, ficando atrelado a indústria do petróleo, que sentiu o impacto negativo da redução de 25,2% no preço do petróleo repassado em reais, e devido a cotação do produto no mercado internacional.

A cotação do preço do barril em dólares em 2015 (utilizado como referência pela Petrobras), atingiu o preço médio de US$ 52,30, sendo que em 2014 o valor médio ficou em US$ 99. A extração de gás natural e petróleo contribuiram por 14,3% da economia do estado do Rio de Janeiro em 2015. Nesta época, dois terços de toda a produção brasileira eram geradas pelo estado.

A partir de 2015, a maioria dos estados junto ao Distrito Federal passaram a registrar queda no PIB diante do declínio do preço do barril de petróleo. “Esse resultado de queda de todas as unidades da Federação ainda não tinha sido visto, inclusive por nenhuma série já estimada pelo IBGE antes disso (2002, início da atual série histórica). É um resultado inédito que afeta todos os Estados da Federação”, explicou o gerente do IBGE, Frederico Cunha.

De todos os estados, o que melhor demonstrou desempenho em 2015 foi o estado do Mato Grosso do Sul, que teve uma pequena queda de 0,3% na contribuição do PIB brasileiro naquele ano. “Os Estados que tiveram melhor resultado foram bastante influenciados pela agropecuária. O que pesou negativamente foram a indústria de transformação, o comércio e a construção civil. Todas essas atividades tiveram quedas expressivas”.

 

Presidente do Bradesco será anunciado em março, diz Luiz Carlos Trabuco Cappi

O diretor-presidente do Bradesco, Luiz Carlos Trabuco Cappi disse que o novo presidente do banco virá do corpo de diretores da casa. O banqueiro agora acumula também o cargo de presidente do conselho administrativo do banco e por isso deixará a direção em março, quando é escolhido o sucessor, uma vez que regra interna não permite o acúmulo de funções.

Luiz Carlos Trabuco Cappi afirmou que a renúncia de seu antecessor, Lázaro Brandão, e a escolha de seu nome para substituí-lo foram ações planejadas e que ele [Brandão] já tinha um olhar sinalizador com a minha carreira. Trabuco também ressaltou que o próximo presidente do banco virá da diretoria do Bradesco, que por tradição, opta por um dos executivos da casa para comandar o grupo ao invés de um nome externo.

“A organização é complexa, somos uma organização grande e segmentada”, afirmou Luiz Carlos Trabuco Cappi em entrevista. Segundo ele, essas características serão determinantes para a escolha do sucessor. Até março, o banqueiro ocupará os dois cargos, quando ocorre a assembleia geral ordinária de acionistas.

Apesar da data já constar no calendário de sucessão do banco, Trabuco afirmou que o anúncio de seu substituto pode ser feito antes. Para ele, o banco tem uma grande responsabilidade com o país e por isso a sucessão deve ser contínua, capaz de refletir a

boa governança corporativa. O executivo também afirmou que o Brasil passa por um processo de mobilidade social, com mais pessoas prosperando, gerando mais oportunidades para a organização.

Luiz Carlos Trabuco Cappi começou sua carreira em 1969 no Bradesco. Foi escriturário, passou pela área de comunicação, seguros, previdência privada e vice-presidência até o posto mais alto de presidente em 2009. Formado em Filosofia, o banqueiro nasceu em Marília, no interior de São Paulo.

Durante sua gestão conduziu a compra da filial brasileira do HSBC em 2015. A transação girou em torno dos US$ 5,2 bilhões, considerada a maior do ano no país. Nos últimos meses no comando do segundo maior banco privado do Brasil, Trabuco bateu na tecla da evolução tecnológica e no aprendizado dos clientes para utilizar os recursos digitais disponibilizados pela instituição.

A renúncia de Brandão

O motivo da renúncia de Lázaro de Mello Brandão da presidência do conselho administrativo foi, segundo ele, uma forma de promover a renovação das lideranças do banco. O executivo ressaltou a importância de seu sucessor “Luiz Carlos Trabuco Cappi reúne todas as condições para realizar um bom trabalho.

Lázaro Brandão ressaltou que o próximo presidente terá como desafio os avanços tecnológicos. Diferente de quando ele era presidente do banco, em que as dificuldades giravam em torno da variação cambial.

Brandão, atualmente com 91 anos, chegou ao banco em 1942 quando este chamava-se Casa Bancária Almeida & Cia. São mais de 75 anos dedicados a instituição, a qual ele passou por vários cargos até chegar à presidência-executiva em 1981. Permaneceu no cargo até 1989 e no ano seguinte assumiu a presidência do conselho administrativo.

Após 27 anos no posto, Brandão agora seguirá no conselho administrativo das empresas comandadas pelo banco.