O pânico e o aumento do desenvolvimento de problemas de ansiedade

A exposição enorme dos indivíduos ao estresse tem crescido muito na atualidade, uma vez que são raras as possibilidades de relaxar toda a tensão e desgastes do dia a dia. Com efeito, a psicóloga Renata Brasil Araújo, supervisora do Hospital Psiquiátrico São Pedro, ressalta que há um aumento no número de pessoas com queixas de ansiedade, podendo ser classificada como passageira ou até mesmo significando que existe uma doença que precisa de um tratamento específico, sem o qual será mais difícil que seja obtida uma melhora.

Desse modo, depreende-se que os transtornos de ansiedade abarcam várias síndromes caracterizadas pela presença de sintomas ansiosos, dos quais se destacam: transtorno do pânico, transtorno de ansiedade generalizada, transtorno de ansiedade social, transtorno do estresse pós-traumático, fobias específicas e o transtorno obsessivo-compulsivo. E o número aproximado de pessoas vivendo com transtornos de ansiedade no mundo é de 264 milhões, sendo 21% dessas pessoas residentes em países das Américas.

À vista disso, entre os anos de 2005 e 2015, houve um aumento de 14,9% dos casos de transtornos de ansiedade, decorrentes do crescimento e envelhecimento populacional. O transtorno do pânico é uma doença que faz parte dos transtornos de ansiedade e cada vez mais ganha destaque nos meios de comunicação, por causa das crises inesperadas de medo e desespero. Em consequência, o indivíduo pensa que vai morrer de um ataque cardíaco, devido aos efeitos que acontecem no coração, como falta de ar, sudorese etc. Assim, a psicóloga realça que o indivíduo passa a ficar em estado de alerta, com medo de ter novas crises, o que compromete sua qualidade de vida.

Cerca de 1,5% a 3% da população geral apresenta transtorno do pânico, podendo ocorrer em qualquer faixa etária, apesar de ser mais frequente em adultos jovens. Salienta-se que as mulheres têm de duas a três vezes mais propensão a ter este transtorno com relação aos homens. Os sintomas mais comuns de ataque de pânico são: palpitações, coração acelerado, taquicardia, sudorese, tremores ou abalos, sensações de falta de ar ou sufocamento, dentre outros. É importante procurar um especialista para identificar o tipo dos ataques de pânico e o melhor tratamento.

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