Foi sancionada pelo presidente Michel Temer a criação da ANM

No final do ano passado, o presidente da república Michel Temer, sancionou a lei que irá oficializar a ANM – Agência Nacional de Mineração -, um dos órgãos que estarão vinculados diretamente ao MME – Ministério de Minas e Energia. O principal objetivo desta nova agência é possibilitar uma maior dinâmica na regularização do setor mineral no país. Esse será o único órgão ligado diretamente ao MME que tratará deste assunto e que ainda não tinha sido oficializado. A ANM foi criada pelo governo federal por Medida Provisória no ano passado, e foi votada a favor de sua oficialização pelo Senado Federal em novembro do ano passado.

Segundo Fernando Coelho Filho, atual ministro do MME, “um órgão de Estado como a ANM, com uma atuação mais transparente e mais ágil, deve proporcionar um ambiente regulatório com a previsibilidade necessária para atrair e dinamizar os investimentos que o setor de mineração precisa. Esse foi o nosso objetivo ao propor sua criação e acreditamos que a nova Agência vai cumprir sua missão”.

A ANM irá cumprir as obrigações diante das atividades no cenário atual do DNPM – Departamento Nacional de Produção Mineral -, e irá realizar novas atribuições na garantia de um ambiente estável e previsível nos atos do poder público e na administração das ferramentas legais dos direitos minerários do país. A gestão prevista da ANM, irá proporcionar uma transparência maior diante das ações de regularização direcionadas para todas as atividades do setor, com embasamento técnico e fundamentos científicos para a melhora das práticas voltadas para a indústria.

Além das principais responsabilidades, o ANM também irá fiscalizar as atividades de mineração, com vistorias nos locais de extração, podendo notificar irregularidades, autuar infratores, dispor de medidas acautelatórias como interdição e paralisação, e fazer com que as ações cabíveis sejam tomadas com as ferramentas legais ao seu dispor. Isso irá permitir que sejam ajustadas as condutas neste setor, garantindo uma cobrança junto às atividades decorrentes e uma maior comunicação entre os órgãos competentes na eventualidade de infrações e possíveis ocorrências de um modo geral.

 

Índice FipeZap registra queda no preço dos imóveis residenciais em 2017

Os novos dados divulgados pelo FipeZap no dia 4 de janeiro de 2018, revelaram que os preços dos imóveis residenciais fecharam em queda em 20 cidades brasileiras no ano de 2017. A queda nominal de (-0,53%), nem mesmo precisou da inflação para que o registro fosse negativo. Segundo o Índice FipeZap, está é a primeira queda nos preços dos imóveis residenciais em 10 anos, período em que o índice passou a ser medido anualmente.

O índice é registrado a partir dos preços anunciados pelos vendedores antes mesmo de que haja uma negociação. Sendo assim, o valor em queda não reflete o valor final da venda dos imóveis residenciais analisados pelo índice, pois foi considerado apenas o valor inicial ofertado.

Contudo, o Índice FipeZap ainda revelou que se o preço dos imóveis residenciais ofertados em 2017 considerar a inflação esperada para o ano, que segundo o Boletim Focus o IPCA é esperado em 2,78%, a queda real do valor do metro quadrado dentre as cidades pesquisadas pelo índice foi de (-3,23%) no ano passado.

Embora o ano de 2017 tenha significado um ano de queda para o valor dos imóveis residenciais, a queda não superou o número negativo registrado em 2016, período em que o índice registrou uma queda de (-5%). Além disso, a queda do ano passado ainda se manteve acima do que era esperado para o período.

No último mês de 2017, o índice registrou estabilidade nos preços dos imóveis. A variação do preço para o mês de dezembro foi de apenas 0,01%, dessa vez positiva.

Dentre as 20 cidades que foram analisadas pelo índice, 13 apresentaram queda nominal em relação ao preço ofertado pelos vendedores durante o ano de 2017. Os dados apontaram Rio de Janeiro como a cidade com o maior recuo no preço dos imóveis, sendo (-4,45%). Em seguida o índice registrou outras três cidades com alto nível de queda: Niterói com recuo de (-3,43%), Fortaleza com (-3,35%), e o Distrito Federal com queda de (-2,27%).

Contudo, o índice também apresentou resultados positivos para algumas cidades, como Belo Horizonte que apresentou a maior valorização entre as cidades pesquisadas no ano passado, com resultado positivo de 4,47%. Logo em seguida a cidade de Florianópolis aparece com o registro de 4,34% de alta para o período. De acordo com os dados do Índice FipeZap, as duas cidades foram as únicas a apresentaram alta real em 2017.

 

Índice de Confiança da Indústria de 2017 registra melhor nível em quase 4 anos

A FGV – Fundação Getulio Vargas, divulgou no dia 28 de dezembro de 2017 que o ano encerrou com a confiança do setor industrial em uma máxima. Segundo a divulgação da FGV, quase quatro anos de otimismo para o futuro renderam um bom retrospecto para a confiança do setor industrial do Brasil em 2017.

De acordo com os dados divulgados pela fundação, o ICI – Índice de Confiança da Indústria, aumentou 1,3 ponto no mês de dezembro de 2017. O ano encerrou com o registro de 99,6 pontos para o índice, sendo o nível mais alto já alcançado desde o mês de janeiro de 2014, quando o índice foi de 100,1 pontos.

A coordenadora de Sondagem da Indústria, Tabi Thuler Santos, que representa a FGV/IBRE, disse sobre os novos dados divulgados: “A indústria percebe melhora no ambiente de negócios e acredita na manutenção dessa trajetória favorável nos próximos meses. Pela primeira vez desde setembro de 2013, há prevalência de respostas otimistas na pesquisa, o que reforça a perspectiva do setor de continuidade da recuperação da confiança em 2018”.

Segundo a FGV, dentre os 19 segmentos da indústria que são pesquisados para o índice, 11 deles apresentaram uma melhora expressiva no mês de dezembro.

Além da divulgação do ICI, a FGV também revelou que o ISA – Índice da Situação Atual, teve um avanço de 1,3 ponto no mês de dezembro, atingindo um patamar de 98,5 pontos em 2017. Esse alto patamar do ISA é o melhor desde o mês de fevereiro de 2014, e a melhora no índice foi atribuida a boas perspectivas para os negócios no Brasil.

O IE – Índice de Expectativas, também registrou alto nível ao final de 2017. Em dezembro de 2017, o índice avançou 1,4 ponto, atingindo a máxima de 100,8 pontos. Esse foi o maior registro desde o mês de junho de 2013.

A FGV ainda informou que o atual nível do Índice de Confiança da Indústria está em contramão a previsão estipulada ao início do ano de 2017, quando a fundação previu uma queda do ICI e uma piora no quadro de percepção atual por parte dos empresários.

 

Jovens citam cuidados domésticos como motivo para abandono dos estudos

Uma nova pesquisa divulgada no dia 21 de dezembro de 2017 pelo IBGE – Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas, revelou que uma em cada quatro jovens brasileiras com idade entre 14 e 29 anos pararam os estudos para cuidar de crianças ou idosos e realizar afazeres domésticos. O estudo é uma revelação do módulo de Educação que corresponde a Pnad Contínua – Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios.

A pesquisa informou que em 2016, 26,1% das jovens entrevistadas que pararam os estudos, alegaram que o motivo principal está relacionado com necessidades domésticas e de cuidados. Segundo a pesquisa, esse percentual é 30 vezes maior que o percentual de homens que alegaram o mesmo motivo. No caso dos homens, os afazeres domésticos e os cuidados com crianças ou idosos foram citados por 0,8% dos entrevistados na mesma faixa etária.

A analista Marina Aguas, da Coordenação de Trabalho e Rendimento do IBGE, enfatizou que a necessidade de cuidados especiais com crianças ou idosos, além dos afazeres domésticos, são bastante comuns para mulheres nesta faixa etária. Segundo Marina Aguas, essa é uma realidade vivida mais pelas mulheres do que pelos homens.

“É o segundo motivo declarado como principal entre as mulheres. Nas regiões Norte e Nordeste, ele supera o motivo de trabalho. Entre os homens, esse percentual é ínfimo, mostrando realmente que as mulheres ainda dedicam muito de seu tempo aos afazeres domésticos, que é aquele trabalho invisível, e que compete em grande parte a elas”, disse Marina Aguas.

Os dados da pesquisa também apontaram que 24,8 milhões de jovens na faixa etária de 14 a 29 anos, tanto do sexo masculino quanto feminino, não frequentavam nenhum tipo de escola em 2016. Segundo a pesquisa, foram considerados qualquer tipo de ensino, como pré-vestibular, cursos de nível técnico, cursos de qualificação ou ainda o ensino médio, ainda assim o número de jovens fora das escolas se manteve alto.

Dentro desse total de jovens que não estavam estudando no ano passado, 41% deles alegaram que a ausência estava relacionada com o trabalho. Ainda sobre esses jovens, 19,7% alegaram desinteresse nos estudos como motivo para a ausência na escola, e outros 12,8% disseram que os afazeres domésticos e os cuidados com crianças, idosos, ou pessoas com necessidades especiais, foram os responsáveis pelo abandono dos estudos.

 

IBGE divulga crescimento de 25,8% no número de jovens desocupados em 2016

O IBGE- Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, revelou no dia 15 de dezembro de 2017 que o número de jovens brasileiros com idade entre 16 e 29 anos que estão desocupados, ou seja, não trabalham ou estudam, chegou a um total de 41,25 milhões em 2016. Esse número significa 25,8% do total de todos os jovens brasileiros que estão nesta faixa etária. Dentro dos últimos quatro anos, a SIS – Síntese de Indicadores Sociais, apontou para um crescimento de 20,5% dessa população que foi apelidada de “nem-nem” pelos desenvolvedores da pesquisa.

A analista Luanda Bortelho, da Coordenação de Indicadores Sociais que compõe o IBGE, disse sobre os novos dados: “O que a gente constata é que esse aumento não é por conta da frequência escolar, mas pelo aumento da desocupação”.

A pesquisa identificou que nos últimos quatro anos, o quadro dos jovens que apenas estudam teve um aumento de 3,4 pontos percentuais. No caso dos jovens que apenas trabalham, o percentual aumentou 5 pontos nos últimos quatro anos. Já no caso dos jovens brasileiros que estudam e trabalham, os últimos quatro anos apontaram uma queda de 1,5 ponto percentual.

O instituto ainda destacou que entre os anos de 2012 e 2014, o percentual de jovens que estavam sem nenhuma ocupação se manteve em níveis estáveis. Contudo, o salto no percentual ocorreu entre o período de 2014 e 2016, onde a crise econômica atingiu em cheio os empregos dos mais jovens no país.

Os dados apontaram que o crescimento do número de jovens desocupados no país tem ligação com o aumento da taxa de desemprego nesta faixa etária no Brasil. Os jovens foram os mais afetadas em relação ao desemprego quando a crise econômica atingiu o país. Somente entre 2012 e 2016, o número de jovens desempregados com idade entre 16 e 29 anos saltou de 4 milhões para um total de 6,3 milhões em todo o país.

Esse aumento no número de jovens desempregados no país pode ser representado por 57% da população nessa faixa etária que trabalhava. O desemprego entre os jovens foi um dos assuntos mais comentados durante a crise econômica, pois mesmo com o clima de recessão, o país ainda vive uma escassez de empregos para esta faixa etária.

 

Criação de uma nova área no Bradesco. Luiz Carlos Trabuco Cappi comenta

Como uma forma de dar mais atenção ao público de alta renda o Bradesco cria uma área destinada ao relacionamento de novos negócios em sua Diretoria Executiva. A nova área visa atender os correntistas que vieram com a aquisição da filial brasileira do HSBC em 2015.

Luiz Carlos Trabuco Cappi, presidente executivo do banco, comentou em nota essa e outras decisões da instituição. Segundo ele, a criação da área visa fortalecer o segmento que ele classifica como tendo alta perspectiva de evolução no Brasil.

“Não se poderá contar a história do setor bancário brasileiro dos próximos dez anos sem dar foco e atenção especializada ao segmento de alta renda”, ressalta Luiz Carlos Trabuco Cappi. O banqueiro completou que a estabilidade econômica e o crescimento da economia foram determinantes para a decisão.

Ficará à frente da nova área Guilherme Muller Leal, que antes ocupava a direção executiva do segmento Corporate, voltado para o atendimento das grandes empresas. Em seu lugar assume Bruno Melo Boetger, que antes era Diretor do Departamento de Câmbio.

Guilherme Leal está a 18 anos no Bradesco. O executivo é formado em economia e pós-graduado em finanças corporativas pela PUC-RJ. Também se especializou em programas internacionais de executivos, como Wharton School. Já Boetger está na instituição a 10 anos e agora chega a Diretora Executiva. Formou-se em Administração na Fundação Getúlio Vargas e é mestre em Finanças pela Universidade Cornell.

O banco também alterou outras posições do quadro de gestores. Nas áreas de Varejo e Produtos, por exemplo, Aurélio Guido Pagani sai do posto de Diretor Executivo da área do Varejo para assumir a área de Produtos. João Carlos Gomes passa a comandar a área de Varejo, antes era Diretor Executivo de Produtos.

De acordo com o banco, as mudanças têm o objetivo de reforçar as experiências, encaminhando para a evolução na carreira de seus executivos. “Nossa meta é formar um grupo de lideranças que tenha capacidades múltiplas no negócio bancária”, conclui Luiz Carlos Trabuco Cappi.

Quem é luiz Carlos Trabuco Cappi?

É o quarto presidente-executivo na história do Bradesco, sucedendo Márcio Cypriano. Luiz Carlos Trabuco Cappi, 66, ingressou no banco em 1969 e passou por várias áreas e níveis hierárquicos ao longo desses quase 48 anos dedicados a instituição.

Destacou-se nas áreas de marketing, na previdência privada e nos seguros. Foi como chefe da Seguros que conseguiu aumentar a participação do banco de 23% para 25% do total de prêmios. Além disso, a contribuição da área passou de 26% para 35%.

Nasceu em Marília, interior de São Paulo, a mesma cidade do fundador do banco Amador Aguiar. Trabuco formou-se em filosofia pela UNESP. O executivo apresenta um estilo bem discreto, sempre acometido em suas falas e evitando sinais exteriores de riqueza.

Como presidente do segundo maior banco privado do país, o banqueiro foi responsável pela condução da compra do HSBC brasileiro em 2015. A compra foi a maior transação do ano no país e girou em torno dos U$ 5,2 bilhões.

 

Estado Intervencionista e suas Funções Econômicas: entenda alguns pontos

Vivemos em um Estado Intervencionista. Isso quer dizer que o Estado tem a obrigação de intervir na economia na atividade econômica.

É um modelo de Estado assistencial, que presta serviços e bens à sociedade. Segue o princípio da reserva do possível e ao mesmo tempo não pode usar isso como desculpas para a não prestação dos serviços. Pois não pode deixar de lado também o princípio do mínimo existencial, que considera que haja um mínimo para a dignidade humana.

Assim tem inúmeros objetivos constitucionais, como reduzir as desigualdades sociais, promover direitos sociais e fixar regras no mercado.

Para cumprir suas metas, o Estado se utiliza de 3 Funções Econômicas:

  1. Função Alocativa

Por meio dessa função, o governo aloca recursos para oferecer os bens públicos (rodovias) e bens semipúblicos (saúde e educação). O Estado busca suprir o que o mercado (segundo setor) não conseguiu. Seus mecanismo visam à universalização do acesso aos bens.

  1. Função Distributiva

Visa diminuir as desigualdade sociais e obter uma melhor distribuição de renda. Tem como objetivo a melhoria dos cidadãos sem que prejudique outros. O Estado usa tática como o imposto progressivo e a Bolsa Família.

  1. Função Estabilizadora

Com essa função, o Estado intervém nos preços, empregos e na estabilidade da moeda. Utiliza, principalmente, dois instrumentos macroeconômicos: a política monetária e a política fiscal. Suas ações visam fomentar o crescimento econômico.

O orçamento é programado, entre outras diretrizes, seguindo essas funções. O governo utiliza sua política econômica e fiscal de acordo com o cenário econômico da atualidade.

Em um cenário expansionista, alguns dos objetivos são reduzir o desemprego e aumentar a produção. Há redução dos impostos para estimular o consumo.

No cenário contracionista, procura-se aumentar os impostos e reduzir os gastos públicos.

Assim, é feito um planejamento e controle da economia para sua melhor execução.

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Cerca de 60 milhões de brasileiros estão inadimplentes

A crise na economia brasileira tem vários tentáculos, ou seja, consequências, dentre elas a inadimplência. Boa parte dos quase 210 milhões de brasileiros estão endividados, com nomes já incluídos nos cadastros de negativação de crédito, atingindo um número expressivo quase beirando 60 milhões de consumidores.

Embora tenha estabilizado um pouco, o desemprego continua alto e a renda recebida conserva-se menor em relação aos anos precedentes à crise.

Comparado ao mesmo período de 2016, em novembro de 2017, mostrou-se que houve elevação de 0,23% no número de inadimplentes. Os brasileiros em meio à crise, não conseguem pagar suas contas. Foram quase 40% de consumidores no país que não conseguiram pagar seus compromissos de crédito. Segundo os economistas, isso é muito ruim para os rumos da economia, pois tanto o mercado perde o cliente, quanto o cliente perde o mercado, o poder de compra. São os denominados, “nomes negativados”. Os percentuais de devedores, incluem pessoas nas diversas faixas etárias, desde jovens até idosos com até 85 anos. Observou-se, entre outros dados, que no setor de prestação de serviços, os inadimplentes têm contas em aberto com serviços como telefonia, tevê por assinatura e fornecimento de internet.

Algumas formas de financiamento específicas estão entre as que mais levam os consumidores aos processos de endividamento, dentre eles: os cartões de loja ( das grandes redes de lojas de departamentos), os empréstimos em financeiras e também os bancários, os cartões de crédito, os cheques especiais e o crediário, são os seis primeiros na lista de endividamento. Estas análises foram efetuadas pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC) e pela Confederação nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL).As pesquisas têm margem de 95% de confiança e foram realizadas nas capitais brasileiras e em muitas cidades do interior.

Mesmo tendo em vista a redução da inflação e da taxa de juros nos últimos trimestres, esse fator ainda não repercutiu no bolso dos potenciais compradores, que continuam cortando despesas e apertando o cinto, mas muitos ainda assim, endividaram-se.

 

Fim do Ciências sem Fronteiras reduziu em 90% o número de intercâmbios

Após o fim do programa criado pelo governo federal que buscava realizar o intercâmbio de estudantes brasileiros para outros países, o número de intercâmbios dos alunos que cursam graduação em universidades públicas do país reduziu. Segundo os dados apontados pelo próprio MEC – Ministério da Educação, desde o mês de julho do ano passado e com a ajuda da crise econômica que marcou o período, as universidades federais e estaduais do país apresentaram uma redução de 99% em relação ao número de estudantes que conseguiram ir para o exterior no ano passado.

Os especialistas afirmam que tanto os alunos quanto o país perdem com essa diminuição de intercâmbio, pois os alunos deixam de adquirir experiências importantes para a sua vida acadêmica, que por sua vez, poderia ser essencial para o desenvolvimento científico no país.

Entre essas instituições que passaram pela avaliação, estão as três instituições estaduais do estado de São Paulo: USP – Universidade de São Paulo, Unesp – Universidade Estadual Paulista, e Unicamp – Universidade Estadual de Campinas. Outras catorze instituições federais fizeram parte da análise, que teve um total de 64 instituições públicas do país. Cada uma das instituições analisadas informou os dados através da Lei de Acesso à Informação.

Segundo os documentos do MEC, um dos piores casos foi registrado na Universidade Federal do ABC, que fica localizada no estado de São Paulo. No ano passado, a instituição enviou apenas três estudantes para o exterior através de bolsas de estudos. Para se ter uma ideia, em 2014, a mesma instituição foi responsável por realizar o intercâmbio de 551 estudantes através do programa Ciências sem Fronteiras. Em uma comparação com os dois períodos, houve uma redução de 99,4% no número de intercâmbio da instituição.

Segundo a Universidade Federal do ABC, após o programa ter sido encerrado pelo governo federal os intercâmbios de alunos da instituição se tornaram um desafio cada vez mais difícil. A falta de verba para enviar os alunos ao exterior tem sido uma barreira para a instituição, que também alegou ter planos para aumentar a quantidade de lugares alcançados para o intercâmbio nos próximos anos.

O estudante de Engenharia de Gestão, João Coelho, da UFABC – Universidade Federal do ABC, disse que lamenta o fim do programa: “Quem viaja traz muita coisa para que possamos aplicar aqui, desenvolver a ciência e a tecnologia no Brasil.”

 

2,5 mil novas vagas de empregos já estão disponíveis pelo Sine

Com a chegada do fim do ano, novas vagas de empregos tendem a ser geradas para completar o quadro de funcionários temporários com o aumento da demanda de serviço. São vagas que podem ser efetivadas ao longo do ano seguinte e que geram expectativas reais na geração de mais emprego no país. Segundo o Sine – Sistema Nacional de Emprego, estão disponíveis em sua plataforma 2.586 vagas de emprego em várias áreas.

A pesquisa produzida pela CNC – Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo, apresenta estimativas de 73,8 mil novas contratações no Comércio até o encerramento de 2017. Em comparação como o mesmo período em 2016, o setor de Comércio atingiu um percentual maior de contratações de 10%, mediante as estimativas.

Esse crescimento é impulsionado pela maior demanda de trabalhadores temporários contratados em vésperas de fim de ano. As estimativas também apontam para a injeção de R$ 34,7 bilhões até o Natal deste ano, equivalentes a um crescimento acentuado de 4,8% em comparação com o mesmo período em 2016.

“Isso mostra que o país está no rumo certo e que o governo federal está tomando as medidas necessárias para colocar novamente o Brasil no rumo do crescimento econômico e da recuperação do emprego”, explica Ronaldo Nogueira, ministro do Trabalho.

Segundo Fabio Bentes, responsável pela Divisão Econômica da CNC, é muito provável que um número muito grande de vagas de emprego sejam efetivadas após essa fase de eventos comemorativos de fim de ano no país, levando em conta a crescente atividade econômica que se apresenta de forma gradual no Brasil.

“Muitas empresas apostam na continuidade da recuperação do consumo e isso traz um cenário mais favorável para as contratações”, afirma Fabio. Os especialistas do CNC estimam que a efetivação de todas as vagas de emprego temporário no final deste ano, deve atingir 30% de efetivação em 2018.

A disponibilização das 2.586 vagas de serviço temporário no Sine são para os setores de: Serviços, com 1.240 vagas disponíveis; Comércio, com 757 vagas; Agropecuária, com 149; e Construção Civil, com 146 vagas.